domingo, 10 de maio de 2009

Vida, bizonhenta vida! [12]

Ahhhhh que delícia, dia das mães na casa da vovó. Adoro quando junta a família. Minha família é ótima. Ótima pra te deixar louco. Melhor do que qualquer trânsito na cidade de São Paulo ou um final de semana de feriado na Praia Grande, no litoral sul paulista. Mas ainda assim, é engraçado. Cada coisa que acontece...aliás eu sou adepto da ideia de que minha família podia virar uma sitcom. Ia fazer sucesso, sério. Os personagens já estão prontinhos, não precisa nem inventar. As situações então. Eu tenho que começar a registrar isso viu. Da próxima vou levar câmera, gravador, papel, caneta e prancheta.

Aliás, falando em dia das mães. Que dia tão carregado de amor que é o dia das mães. Amor e lucro né. Porque os empresários e executivos das grandes redes de comércio também precisam se alimentar e comprar o leitinho das crianças. Aliás, no dia das mães se vende muito amor, interessante isso. Todo ano aqui em casa meu pai aparece no dia das mães, como num ritual, de manhãzinha no meu quarto e no do meu irmão e manda a a gente descer escondido entregar o presente pra mamãe (como se ela não soubesse né!). Esse capitalismo das datas comemorativas já viciou o ser humano. Não, um beijinho e um abraço sincero não vale mais nada hoje em dia, não mesmo. Onde já se viu? Vem com beijinho e abraço pra mim no dia do meu aniversário pra você ver só...e no dia das crianças também. O quê? Se sou criança ainda? Enquanto eu morar na casa dos meus pais eu sou um bebê...e além do mais, quem é que saiu falando desse negócio de criança interior aí, que ela está dentro de nós, todo adulto é uma criança, até quando o sujeito é velho (opa, perdão, está na "melhor idade"). Então, eu acreditei. Aliás, quer um exemplo famoso? O Michael Jackson também acreditou, nessa história de criança interior, interior criança, só que ele levou a sério demais, só isso.

Ouvi uma frase engraçada hoje (tá bom, não é, mas se tornou engraçada dentro do meu mundo imaginário). Meu tio para a minha priminha de uns 4 anos (é deve ser isso, sei lá há quanto tempo minha prima existe): "Dá pra ele Isabela, dá pra ele!". Logo, a resposta foi imediata por parte do duende filho da puta que vive dentro da minha cabeça, e ele sussurrou-me aos ouvidos: "He, Agora é fácil tio, agora é fácil. Quero ver você mandar ela fazer isso quando ela tiver uns 18 anos".

Ah, e só para deixar claro, a situação era que minha prima tomou os lápis de cor do irmãozinho gêmeo (logo, meu primo, dã. Logo, da mesma idade dela, dã). A situação é inocente, e não tem nada a ver com o que eu pensei. Mas eu avisei, eu sou malicioso, tá bom, admito, as pessoas teem que tomar cuidado com o que falam perto de mim, esse duende aqui dentro é foda. Se "mente vazia é oficina do capeta", aqui dentro da minha rola uma rave dos capeta.

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