sexta-feira, 29 de abril de 2011

Baltazar By Nights [54]

O BBN de hoje é com uma relíquia que talvez você nunca tenha ouvido. Mas é famosa. Você conhece uma banda chamada Pink Floyd? Pois é, estava demorando para ela aparecer por aqui. Mas o som de hoje não é nada convencional da banda, por isso que digo que talvez os senhores nunca tenham a ouvido antes.

Tudo começou a long long time ago, numa galáxia muito distante chamada "A Inglaterra dos anos 60", carinhosamente apelidada de "Puro LSD". Não se enganem, apelidos e nomenclaturas neste blog são todos criados por mim, não adianta googlar para confirmar a veracidade destas pérolas. Mas, voltando a historinha. Nesta galáxia, neste tempo, a banda Pink Floyd dava seus primeiros passinhos de bebê, com os integrantes iniciais da banda, sendo que os que mais se destacam são Roger Waters e Syd Barrett. Syd era o letrista e vocalista da banda, era insano também, o que fazia dele um artista extraordinário. O primeiro single da banda contava com essa configuração, além de Richard Wright, o tecladista, também famoso (infelizmente morto em 2008), e o eterno baterista do Pink Floyd, Nick Mason. E aqui abro um parênteses: Nick, Roger e David (calma, jaja vou falar dele) ainda estão vivos; Richard já perdeu este jogo; para se reunir uma última vez pelos menos, quem mais o Floyd está esperando ser levado pelo cosmos? Fecho parêntese.

Este primeiro single só foi lançado e alcançou um relativo sucesso graças ao contrato com a EMI que conseguiram. Imaginem agora, vocês, uma banda em plenos anos 60, que se dizia ser de rock, mas faziam um som nunca antes visto dentre os artistas de rock, e lembrem-se que esta ainda era a década de Elvis e do Rockabilly, o rock primordial, comum. Uma banda que inovou, revolucionou um cenário musical com as experimentações e loucuras de Syd Barrett conseguir um contrato com uma EMI, é realmente alguma coisa. Foram também lançados os dois primeiros albuns do Pink nesta década, em 68, com o lançamento do segundo album de estúdio, Syd deixa a banda, pois se afundou nas dorgas e nunca mais foi o mesmo, sequer voltou a aparecer no showbusiness por décadas. Mas o seu monstro já estava criado. O Pink Floyd seguiu com a formação clássica, sem o Syd, e agora com o David Gilmour assumindo vocais e guitarra como membro permanente da banda, pois neste mesmo segundo album ele havia entrado como membro de suporte para as bad trips de Syd, se ele faltasse, Gilmour supria o déficit.

Me empolguei porque aprendi tudo isso num programa da TV Cultura que assisti essa semana, sobre a hitória do rock, então quis vomitar tudo o que aprendi. Voi là. O single de que estou falando, depois de toda essa história, nos remete então àquela nostalgia que deixa profundas saudades, daquele tempo em que Pink Floyd era DE FATO psicodélico e progressivo, que fundou uma das bases deste estilo com seus dois primeiros albuns e seu vocalista pirados. Coisa boa, coisa fina. O nome da música é "Arnold Layne". O clipe é SENSACIONAL. A história da música é sobre um travesti, homônimo do título, cujo principal passatempo era sair por aí roubando roupas de mulher e roupas íntimas femininas dos varais. Arnold Layne era de fato uma pessoa de verdade, não é ficção, segundo Waters, ambas mães dele e de Syd recebiam estudantes em suas casas, tipo república, e sempre que tinham garotas, suas roupas ficavam no varal e vinha esse sujeito, que não necessariamente se chamava Arnold Layne (o nome é fictício) e roubava as roupas, sutiãs, calcinhas.





Arnold Layne
Pink Floyd

Arnold Layne tinha um estranho passatempo
Colecionar roupas
O luar lavando linhas
Elas o vestiam bem
Na parede, pendurou um espelho alto
Visão distorcida, vê um bebê azul
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne

Agora ele foi pego - um tipo sórdido de pessoa
Eles lhe deram tempo
Portas batem - gangues acorrentadas - ele odeia isso
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne

Não faça isso novamente

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Major Tom to Ground Control!

Só queria avisar pra quem quer que entre e leia este post (já que a esta altura até mesmo quem entrasse neste blog pelo menos com uma frequência mínima já deve ter nos abandonado em órbita): AS ATIVIDADES ESTÃO VOLTANDO!!

Tá, nem pra tanto. Mas vou tentar postar com mais frequência. Sobre mim, Mr. Blue? Estou com duas faculdades mais emprego nas costas, tá difícil mesmo pra parar e atualizar um blog. Mas nada me impede de criar posts mensais, ou mesmo um por semana. Veremos.

Sobre Mr. Orange? Também está com a vida cheia, full time, fora outros blogs para cuidar. Sua participação neste blog é ad aeternum, mas seu retorno nas postagens é indefinido. Veremos.


Por ora, é isto. Hasta luego entusiastas, potenciais entusiastas, fãs e [o que é mais comum e recorrente por aqui] transeuntes da passarela de bytes que avistaram este sítio jogado num canto escuro do vasto campo googlático caótico e psicodélico que compreende a internet e adentrou pra ver se encontraria algo mais valioso que os ensinamentos de sua mãe ou do pastor.