O BBN de hoje é com uma relíquia que talvez você nunca tenha ouvido. Mas é famosa. Você conhece uma banda chamada Pink Floyd? Pois é, estava demorando para ela aparecer por aqui. Mas o som de hoje não é nada convencional da banda, por isso que digo que talvez os senhores nunca tenham a ouvido antes.
Tudo começou a long long time ago, numa galáxia muito distante chamada "A Inglaterra dos anos 60", carinhosamente apelidada de "Puro LSD". Não se enganem, apelidos e nomenclaturas neste blog são todos criados por mim, não adianta googlar para confirmar a veracidade destas pérolas. Mas, voltando a historinha. Nesta galáxia, neste tempo, a banda Pink Floyd dava seus primeiros passinhos de bebê, com os integrantes iniciais da banda, sendo que os que mais se destacam são Roger Waters e Syd Barrett. Syd era o letrista e vocalista da banda, era insano também, o que fazia dele um artista extraordinário. O primeiro single da banda contava com essa configuração, além de Richard Wright, o tecladista, também famoso (infelizmente morto em 2008), e o eterno baterista do Pink Floyd, Nick Mason. E aqui abro um parênteses: Nick, Roger e David (calma, jaja vou falar dele) ainda estão vivos; Richard já perdeu este jogo; para se reunir uma última vez pelos menos, quem mais o Floyd está esperando ser levado pelo cosmos? Fecho parêntese.
Este primeiro single só foi lançado e alcançou um relativo sucesso graças ao contrato com a EMI que conseguiram. Imaginem agora, vocês, uma banda em plenos anos 60, que se dizia ser de rock, mas faziam um som nunca antes visto dentre os artistas de rock, e lembrem-se que esta ainda era a década de Elvis e do Rockabilly, o rock primordial, comum. Uma banda que inovou, revolucionou um cenário musical com as experimentações e loucuras de Syd Barrett conseguir um contrato com uma EMI, é realmente alguma coisa. Foram também lançados os dois primeiros albuns do Pink nesta década, em 68, com o lançamento do segundo album de estúdio, Syd deixa a banda, pois se afundou nas dorgas e nunca mais foi o mesmo, sequer voltou a aparecer no showbusiness por décadas. Mas o seu monstro já estava criado. O Pink Floyd seguiu com a formação clássica, sem o Syd, e agora com o David Gilmour assumindo vocais e guitarra como membro permanente da banda, pois neste mesmo segundo album ele havia entrado como membro de suporte para as bad trips de Syd, se ele faltasse, Gilmour supria o déficit.
Me empolguei porque aprendi tudo isso num programa da TV Cultura que assisti essa semana, sobre a hitória do rock, então quis vomitar tudo o que aprendi. Voi là. O single de que estou falando, depois de toda essa história, nos remete então àquela nostalgia que deixa profundas saudades, daquele tempo em que Pink Floyd era DE FATO psicodélico e progressivo, que fundou uma das bases deste estilo com seus dois primeiros albuns e seu vocalista pirados. Coisa boa, coisa fina. O nome da música é "Arnold Layne". O clipe é SENSACIONAL. A história da música é sobre um travesti, homônimo do título, cujo principal passatempo era sair por aí roubando roupas de mulher e roupas íntimas femininas dos varais. Arnold Layne era de fato uma pessoa de verdade, não é ficção, segundo Waters, ambas mães dele e de Syd recebiam estudantes em suas casas, tipo república, e sempre que tinham garotas, suas roupas ficavam no varal e vinha esse sujeito, que não necessariamente se chamava Arnold Layne (o nome é fictício) e roubava as roupas, sutiãs, calcinhas.
Arnold Layne
Pink Floyd
Arnold Layne tinha um estranho passatempo
Colecionar roupas
O luar lavando linhas
Elas o vestiam bem
Na parede, pendurou um espelho alto
Visão distorcida, vê um bebê azul
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne
Agora ele foi pego - um tipo sórdido de pessoa
Eles lhe deram tempo
Portas batem - gangues acorrentadas - ele odeia isso
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne
Não faça isso novamente
Tudo começou a long long time ago, numa galáxia muito distante chamada "A Inglaterra dos anos 60", carinhosamente apelidada de "Puro LSD". Não se enganem, apelidos e nomenclaturas neste blog são todos criados por mim, não adianta googlar para confirmar a veracidade destas pérolas. Mas, voltando a historinha. Nesta galáxia, neste tempo, a banda Pink Floyd dava seus primeiros passinhos de bebê, com os integrantes iniciais da banda, sendo que os que mais se destacam são Roger Waters e Syd Barrett. Syd era o letrista e vocalista da banda, era insano também, o que fazia dele um artista extraordinário. O primeiro single da banda contava com essa configuração, além de Richard Wright, o tecladista, também famoso (infelizmente morto em 2008), e o eterno baterista do Pink Floyd, Nick Mason. E aqui abro um parênteses: Nick, Roger e David (calma, jaja vou falar dele) ainda estão vivos; Richard já perdeu este jogo; para se reunir uma última vez pelos menos, quem mais o Floyd está esperando ser levado pelo cosmos? Fecho parêntese.
Este primeiro single só foi lançado e alcançou um relativo sucesso graças ao contrato com a EMI que conseguiram. Imaginem agora, vocês, uma banda em plenos anos 60, que se dizia ser de rock, mas faziam um som nunca antes visto dentre os artistas de rock, e lembrem-se que esta ainda era a década de Elvis e do Rockabilly, o rock primordial, comum. Uma banda que inovou, revolucionou um cenário musical com as experimentações e loucuras de Syd Barrett conseguir um contrato com uma EMI, é realmente alguma coisa. Foram também lançados os dois primeiros albuns do Pink nesta década, em 68, com o lançamento do segundo album de estúdio, Syd deixa a banda, pois se afundou nas dorgas e nunca mais foi o mesmo, sequer voltou a aparecer no showbusiness por décadas. Mas o seu monstro já estava criado. O Pink Floyd seguiu com a formação clássica, sem o Syd, e agora com o David Gilmour assumindo vocais e guitarra como membro permanente da banda, pois neste mesmo segundo album ele havia entrado como membro de suporte para as bad trips de Syd, se ele faltasse, Gilmour supria o déficit.
Me empolguei porque aprendi tudo isso num programa da TV Cultura que assisti essa semana, sobre a hitória do rock, então quis vomitar tudo o que aprendi. Voi là. O single de que estou falando, depois de toda essa história, nos remete então àquela nostalgia que deixa profundas saudades, daquele tempo em que Pink Floyd era DE FATO psicodélico e progressivo, que fundou uma das bases deste estilo com seus dois primeiros albuns e seu vocalista pirados. Coisa boa, coisa fina. O nome da música é "Arnold Layne". O clipe é SENSACIONAL. A história da música é sobre um travesti, homônimo do título, cujo principal passatempo era sair por aí roubando roupas de mulher e roupas íntimas femininas dos varais. Arnold Layne era de fato uma pessoa de verdade, não é ficção, segundo Waters, ambas mães dele e de Syd recebiam estudantes em suas casas, tipo república, e sempre que tinham garotas, suas roupas ficavam no varal e vinha esse sujeito, que não necessariamente se chamava Arnold Layne (o nome é fictício) e roubava as roupas, sutiãs, calcinhas.
Arnold Layne
Pink Floyd
Arnold Layne tinha um estranho passatempo
Colecionar roupas
O luar lavando linhas
Elas o vestiam bem
Na parede, pendurou um espelho alto
Visão distorcida, vê um bebê azul
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne
Agora ele foi pego - um tipo sórdido de pessoa
Eles lhe deram tempo
Portas batem - gangues acorrentadas - ele odeia isso
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne
Não faça isso novamente
1 cheque - mates:
Eis ai uma pérola realmente, Blueman, a qual desconhecia. E clipezinho bacana mesmo, hein?
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