sexta-feira, 27 de maio de 2011

Baltazar By Nights [58]

Mais uma vez, eu manipulei o tempo e o espaço para aplicar mind tricks em vocês, você nem percebeu, mas eu postei isso no domingo dia 29 e a postagem saiu datada de sexta-feira dia 27, à meia-noite como de costume... sim, está registrado aqui, eu não tive preguiça, postei dia 27 às 00:00 como prometido em toda sexta-feira, ora, você é quem não viu.

O som de hoje tem um cheiro nostálgico muito forte de "meu primeiro computador". Todo mundo aqui já teve infância certo? E mais especial ainda se a sua infância foi a dos anos 90, a última das infâncias de ouro da humanidade, daquelas que você realmente pode chamar de uma palavra derivada do termo "infantil", que inspira ingenuidade da criança. Porém, mais ou menos em 96 ele já estaria chegando de uma maneira que iria matar a infância para sempre, já estava quase no formato como o conhecemos hoje, destruidor da ingenuidade e do sonho/criatividade de criancinhas, perigo real e imediato para as escolas e a educação dentro de casa, um treinamento de guerrilha doutrinando pequenos terroristinhas contra seus pais, com capacidade para rodar alguns bons joguinhos em CD-ROM, outros pelo MS-DOS, a forma mais simples de "The Sims", enfim, com um potencial enorme de te viciar, já capaz de desviar muitas crianças neste precoce meados da década de 90... sim, falo dele, do PC. Porque, desculpe, mas vai chupar a caralha do gigante se você teve um MAC como primeiro computador em plenos anos 90. O quente da época era mesmo o PC com windows 95, brôu. E era o supra-sumo da tecnologia, com diversas funções maravilhosas (e um pouco mais tarde apenas, já estaria pousando na Terra a gota d'água de todo o mau, a fagulha que gerou a combustão, a magnífica internet discada), dentre elas, Bill Gates queria mostrar que sua máquina possante reproduzia vídeos como nem no cinema você veria igual, assim o media player vinha com alguns videozinhos totalmente random e dois vídeos musicais, que pelo menos eu, no meu primeiro contato com esta tecnologia alienígena, do auge dos meus 6/7 anos, assistia compulsivamente (e mal sabia que meu cérebro só estava começando a ser frito ali...).

As imagens destes vídeos não me saíram da cabeça, durante muito tempo, até hoje, inclusive, eu consigo me recordar da minha imagem assistindo aqueles vídeos, estático, hipnotizado, viajando nas imagens e na música, querendo entender quem eram eles, o porquê de cada cena e o porquê da música. Um vídeo eu vim descobrir alguns anos depois que era a "Buddy Holly" do Weezer, quando eu conheci melhor a banda, a internet já pegava fogo e eu tinha baixado coisas deles, curti, e tudo mais, e claro, me surpreendi quando descobri que essa era "a misteriosa música" do meu já falecido windows 95 (fala a verdade, é igual achar 10 reais no bolso da calça, é muito bom quando você tem essas surpresas inesperadas, "ahhhh, é aqueeela música!"). E isto me reavivou na mente aquela outra música, aquelas imagens daquele outro vídeo, o que era mais nebuloso ainda na minha cabeça, eu tinha flashes de uma mulher de cabelos encaracolados, de blusa vermelha, sentada num sofá no meio da cidade, e ela andava pela cidade também, e tinha uma lanchonete, e era uma música lentinha, gostosa. Putz, isso me deixou intrigado. Na época Deus ainda não tinha mandado seu filho, Google, à Terra e então nós não conhecíamos a salvação, nem eu fui capaz de encontrar a tal música só na base de procuras no caótico Yahoo ou nos campos de buscas dos programas P2P da vida. Até porque eu não sabia nem como procurar, que frase colocar no campo de busca.

E isso durante todos estes anos vinha e sumia na minha memória aleatóriamente, e eu nunca lembrava de procurar, ou não conseguia encontrar. Mas, eis que estamos nos tempos do "penso, logo busco no Google" e agora NADA me foge à memória mais, se eu tenho o mais escasso resquício de recordação de algo na mente, numa velocidade ninja eu PA, PUM: buscagooglewebimagensprocuraporpalavraoupedaçodefraseEUREKAencontrei! Um dia desses, estava eu em mais um dia de procrastinação e diversão na interwebz, eis que me surge flutuando no fluido mental invisível uma telinha minúscula passando estas cenas do tal vídeo misterioso, e aí não eperei duas vezes, antes que a telinha pudesse ver meus movimentos arremessei um "O" de GOOGLE nela e PA, PUM: músicawindows98, mas espera, opa, algo errado, não encontrei, não pode ser!! Ah, sim, claro, PA, PUM: vídeoclipemúsicawindows95. EUREKA, EUREKA. E então chegamos aqui, nesta 58ª edição do Baltazar By Nights:

O tal vídeo misterioso dizia respeito ao som "Good Times" da guitarrista e cantora americana Edie Brickell. Foi um alívio encontrar isso, e claro, ouvi compulsivamente a tal música por estes dias. Oh quanta saudade, Oh quanta nostalgia. Edie é casada com o músico Paul Simon (do Simon & Garfunkel)desde 92. Quando saiu de sua banda "Edie Brickell & the New Bohemians", que estava desde 88, e iniciou sua carreira solo, em 94, lançou o disco que continha esta música. Quem produziu o disco foi o próprio Paul Simon. A canção fez relativo sucesso, até mesmo por estar no CD-ROM do windows 95 e ter ganho esta publicidade. É bem tranquila, muito gostosa de ouvir, lembra uma Norah Jones talvez, e com direito a um interlúdio sensacional do Barry White na música. Obviamente, que em tempos de Google, não perdoei estes anos todos de agonia com estas memórias perdidas, e agora me vinguei, baixei adquiri por meios lícitos vários discos da cantora já.

Ouçam, então, "Good Times" com Edie Brickell:


Bons Tempos (Good Times)
Edie Brickell

Você nem mesmo tem que tentar,
Isso vem fácil pra você
O jeito que você se move é tão atraente
Que poderia me fazer chorar
Saio de carro com meus amigos
No velho e surrado carro do Bobby
Eu estou com muitas pessoas lá,
Eu penso onde você está

Bons tempos, tempos ruins, me dê um pouco disto [3x]

Eu não quero dizer adeus,
Não quero levar você até a porta
Eu gastei um bocado de tempo com você,
Eu quero um pouco mais

Bons tempos, tempos ruins, me dê um pouco disto [3x]

[Barry White]:
E, baby, realmente, eu não tenho que...
Eu tenho que ir a algum lugar neste instante
Você quer um pouco mais, você quer um pouco mais disto
Em qualquer lugar onde, você sempre quis, baby, apenas
Diga isso
Ahhhh
Apenas diga

Bons tempos, tempos ruins, me dê um pouco disto [3x]

Agora, eu tenho aqueles bons, bons, bons tempos?
Não tenho aqueles tempos ruins, ruins, ruins?
Eu tenho aqueles bons, bons, bons, bons tempos?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Baltazar By Nights [57]

O som de hoje é classiqueira total!! Led Zeppelin, sempre é. Essa música, na minha opinião, é uma das mais belas deles, e no entanto nem ficou tão famosa se comparada com os outros sucessos.

O som de hoje era pra estar no clássico álbum "4" do Led Zeppelin, mas a banda achou melhor colocá-lo no álbum "Physical Graffitti", de 1975, para completar o album duplo. A canção "Down By The Seaside" foi composta por Robert Plant e Jimmy Page num violão numa hospedaria sem água e sem luz que eles estavam hospedados em Wales em 1970. A música se alterna entre trechos suaves e trechos mais hard rock, com as partes mais suaves sendo marcadas por um efeito de tremolo na guitarra, ou mais provável que ela estivesse sendo tocada num Leslie speaker, para dar um efeito de "som em baixo d' água". John Paul Jones [o baixista] toca um piano elétrico Honer "Electra-piano" na música. "Down by the Seaside" nunca foi tocada ao vivo pelo Led Zeppelin.

É muito provável que a canção tenha sido influenciada por Neil Young, e o título talvez seja uma referência à música "Down By The River" de Neil. O vocal anasalado de Plant também pode ser uma homenagem ao modo de Neil cantar. Plant é um admirador de longa data do trabalho de Neil, tanto com Led Zeppelin, quanto com a Band Of Joy, ou solo mesmo, ele já fez algum cover ao vivo de alguma música de Neil ou da Buffalo Springfield (primeira banda de Neil Young).





Descendo Pelo Litoral (Down By The Seaside)
Led Zeppelin

Descendo pelo litoral.
Vejo as canoas ir velejando
As pessoas podem ouvir
O que o pequeno peixe está dizendo

Oh, oh, as pessoas mudaram para longe.
Oh, as pessoas mudaram para longe.

Descendo pelas ruas da cidade, vejo todo povo ir correndo, correndo?
Não resta tempo para passar o tempo do dia
As pessoas mudaram para longe. As pessoas mudaram para longe.
Assim tão longe, assim tão longe?

Vejo como eles correm
vejo como eles correm

Você continua a fazer curvas?
Você procura se lembrar daquelas coisas boas?
Eu irei contar a você, alguns viram todos os dias
ainda que algumas vezes isto seja terrivelmente dificil de contar

Fora no país escuto pessoas cantando
Cantando sobre seu progresso,
conhecendo onde eles está indo, as pessoas mudaram para longe
sim, as pessoas mudaram para longe

Cantam em voz alta para os raios do sol, rezam muito pela chuva
E mostram seu amor pela Senhorita Natureza.
E ela voltará novamente. As pessoas mudaram para longe
As pessoas mudaram para longe.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Baltazar By Nights [56]

INXS é uma das grandes bandas do rock, mas o principal, do rock australiano, que para quem não sabe, é muito do caralho, talvez esteja pau a pau com o rock inglês, não sei, questão de gosto, mas é matéria para um futuro post.

O INXS acabou [para mim e para quem mais for fã, acabou] em 1997, com a morte do vocalista Michael Hutchence. Causa: suicídio. Há várias hipóteses: depressão por decorrência de problemas amorosos; dorgas (o menos provável, este não era um problema crônico de Michael); ou asfixiofilia (um fetiche estranho que  foi a mesma causa de morte do ator David Carradine). Em 2004 a banda voltou aos holofotes com o reality show em busca de um novo vocalista, e encontraram J. D. Fortune, não é má pessoa, muito menos um mal vocalista, mas não é o Michael Hutchence, talvez por isso não tenha emplacado muito bem, principalmente entre os fãs, pois lançaram um CD em 2005 (ótimo disco, por sinal), e desde então sumiram, nunca mais lançaram nenhum album de inéditas.

Mas o fino da história do INXS ficou mesmo entre meados dos anos 80 aos 90. Na verdade, de toda a sua discografia eles sempre lançaram hits a cada disco, imagino que seja realmente difícil montar um greatest hits de bandas como o INXS. O som "Not Enough Time", foi lançado em 1992, e foi também o último do INXS a estar entre as 40 mais das paradas norte-americanas até o single de retorno "Pretty Vegas" do album de 2005. alcançou a 28ª posição na Hot 100 da Billboard.




Não Há Tempo o Bastante (Not Enough Time)
INXS

E eu estava perdido em palavras
Entre seus braços
que tentam dar sentido
ao meu coração doloroso
se eu apenas pudesse ser
tudo e todos pra você
esta vida poderia ser tão fácil...

Não há tempo o bastante
para tudo que eu quero com você
não há tempo o bastante
para cada beijo e cada toque
e todas as noites que eu quero estar em você...

Nós iremos fazer o tempo parar
para nós dois
Faça o tempo parar
e escute nossos suspiros

Não há tempo o bastante
para tudo que eu quero com você
não há tempo o bastante
para cada beijo e cada toque
e todas as noites que eu quero estar em você...

Em nossa luta contra o fim
fazendo amor nós seremos imortais
nós dois seremos os últimos sobre a terra
e eu perdido em palavras
Entre seus braços
que tentam dar sentido
ao meu coração doloroso
se eu apenas pudesse ser
tudo e todos pra você...

Não há tempo o bastante
para tudo que eu quero com você
Não há tempo o bastante para cada beijo
Não há tempo o bastante para todo meu amor
Não há tempo o bastante para cada toque

Não há tempo o bastante
para tudo que eu quero com você
Não há tempo o bastante para cada beijo
e cada toque e todas as noites
que eu quero estar dentro de você...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Baltazar By Nights [55]

Com vocês, o Camaleão!

David Bowie foi ícone do rock também, por um motivo, foi um dos precursores do chamado art rock, que não difere muito do também chamado glam rock. Bebendo da mesma fonte de bandas como Pink Floyd, Genesis e Roxy Music, no quesito show-teatro-arte no palco, Bowie trouxe mais força a este movimento, que aliava à apresentação no palco teatro, arte, elementos visuais diferentes do que era comum no rock até então (anos 70). E claro, porque o cara era muito bom também e sua música não era pouca merda não, por isso também se tornou ícone de uma geração. Explicado? Mas qual da extensa discografia dele que traremos aqui hoje?

"Ashes to Ashes" é um single lançado em 1980. Alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas imediatamente. Assim como pelas suas qualidades musicais, este som foi também notável pelo seu vídeoclipe inovador, dirigido pelo próprio Bowie e por David Mallet. A letra revisita o personagem "Major Tom", criado por Bowie em "Space Oddity", a quem, ainda, ele faria referência mais uma vez em 1995 com "Hallo Spaceboy". Bowie teria dito que com "Ashes to Ashes" estava "enterrando de vez os anos 70 para mim, e o nome da música [Cinzas às Cinzas] me parecia um epitáfio bom o bastante". Esta frase evidencia mais uma vez a característica reiventiva de Bowie, o que lhe deu, inclusive, a alcunha de Camaleão do rock, afinal, a cada década ele aparecia de um jeito, com uma inovação musical e visual.

O personagem Major Tom aqui não é mais aquele astronauta hippie e fanfarrão do Space Oddity, ele agora está mais complexo e denso, tendo passado por momentos difíceis em sua viagem espacial, talvez um paralelo aos momentos tensos de viagens pesadas que Bowie fizera nas drogas nos anos 70.




E tem também esta versão ao vivo de 2002. Ótima forma, maturidade e uma porrada de sucessos, tudo o que constitui o ápice de uma carreira de um artista. O que aliás, me inspira certa tristeza, parece que foi ontem, mas já se passam quase 10 anos, e o Bowie de hoje definitivamente não parece mais com o dessa época, o que me leva a pensar que 2002 talvez tivesse sido o último tempo para ver um show bom do Bowie. Por mais que ele volte a fazer shows agora, não será a mesma coisa, o tempo não perdoa, seria mais mesmo para contar pros netos que vi uma lenda ao vivo.


Das Cinzas às Cinzas (Ashes To Ashes)
David Bowie

Você se lembra de um cara que esteve
Numa canção bastante antiga
Eu ouvi um rumor do Controle Supremo
Oh não, não diga que é verdade

Eles têm uma mensagem do homem que faz a ação
"eu estou feliz e espero que você também esteja
Eu amei tudo o que podia"
Detalhes sórdidos a seguir

Os gritos para o nada o matam
Apenas figuras de garotas japonesas em síntese e eu
Não tenho dinheiro e não tenho cabelo
Mas eu estou esperando para dar o chute... mas o planeta está evoluindo

Das cinzas à cinzas, é engraçado e divertido
Nós sabemos que o Major Tom é um viciado
Estendido no alto do paraíso
Atingindo a maior decadência da história

Novamente eu digo para mim mesmo
Eu vou ficar sóbrio esta noite
Mas as pequenas rodas verdes estão me perseguindo
oh não, não de novo
Eu estou preso aqui com um amigo valioso
"eu estou feliz e espero que você também esteja"
Com uma lanterna mas nenhuma pistola

Eu nunca fiz coisas boas
Eu nunca fiz coisas más
Eu nunca fiz nada de supetão. woh-o-oh
Quero um machado para quebrar o gelo
Quero descer agora mesmo

CHORUS

REPEAT
Minha mãe disse para fazer coisas do jeito certo
É melhor não brincar com o Major Tom

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Entre Câmeras e Microfones [3]

Ele está em pauta no twitter na última semana. Ele anda também ressurgindo em Hollywood. Este que é lutador de artes marciais profissional (faixa preta 7º dan em aikido), deu muita porrada em todos os seus filmes, e que na vida real já foi policial (depois de uma longa carreira no cinema, ainda por cima), além de ser um ativista pela causa dos animais no PETA há muito tempo, tendo atuado em defesa de cães abandonados, proteção legal para as vacas na Índia, contra a matança de bebês elefantes na Tailândia. Surreal, não? Quem é este multimotherfucker? Este que, aliás, estava nos TT's do twitter justamente por ainda estar chutando muitas bundas por aí ensinando lutadores como Anderson Silva e Lyoto Machida esmigalhar oponentes nos ringues do UFC.

Ele que muitas vezes já foi visto segurando este instrumento aqui...


...ou este instrumento aqui...


...ou utilizando as mãos mesmo.


Muitas pessoas jamais imaginariam que ele também manda muito bem neste instrumento aqui:



Steven Seagal é um bluesman de alta qualidade além de quebrar o seu queixo com um dedinho e quebrar a cabeça de quem mexer com os animaizinhos indefesos. Tem dois discos lançados, um em 2005, um em 2006. O estilo predominante é o blues, e Seagal frequentemente é o guitarrista e vocalista. Em 2006/2007 saiu em turnê pelos EUA e Europa. Já fez duetos com muitos artistas, como Steve Wonder. Muitas de suas músicas foram utilizadas nas trilhas sonoras de seus próprios filmes.

Ninja, policial, ator, ativista e músico. Pois é, o tiozão não é de brincadeira não. É de botar inveja em muito marmanjo que depois de crescido fica com a bunda gordurosa grudada no sofá, vidrado num futebol e apoiando o copo de cerveja na barriga roliça. Toma aí o que ele faz com a guitarra, seu pussy:

Don't You Cry


Girl It's Alright


Dark Angel (ah, detalhe, o Thunderbox escrito aí é o nome da banda que acompanha ele)


Somewhere In Between


Talk To My Ass


E insólitamente, o melhor vídeo do Steven ao vivo encontrado no youtube é o de um humorístico de auditório russo:

domingo, 1 de maio de 2011

Stanley Kubrick e Internet Art

Eu não sei se exatamente há um nome para isso que eu chamo de "Internet Art", que para mim é mais ou menos o que a pop art foi para o mundo nos anos 70. Assim, é inegável a existência de uma manifestação artística muito rica e muito vasta na internet, com estes tempos conectados online 24h por dia, as pessoas estão cada vez mais migrando sua criatividade e seus trabalhos de criação artística próprios para meios de divulgação na internet, sendo a ferramenta mais bem sucedida para isso o Youtube, ou sites de hospedagem de vídeo do tipo. Tanto na criação audiovisual, quanto na criação artística de design e pintura, há inovações. O design digital é o novo óleo em tela das pinturas, hoje em dia artistas competentes aposentam seus pincéis e quadros para abrir um programa de computador (ou, muitas vezes, mais de um simultaneamente) que tenha vasta paleta de cores e diversos meios de manipular estas cores e criar formas na tela, que agora é virtual e instantânea na hora de expor para o mundo todo. Podemos presenciar ótimas criações artísticas visuais feitas por meio de diversos tipos de softwares, desde o paint do windows, até o photoshop da adobe ou outros programas fudidões da área, os quais sequer sei nomear aqui.

Toda esta prolixidade para mostrar um vídeo-homenagem a um dos maiores diretores da história do cinema e de tabela introduzir mais um daqueles artistas gráficos que encontramos na internet, como os que já algumas vezes divulguei aqui no blog. Falo de Martin Woutisseth e seu vídeo, postado no vimeo, de título "Stanley Kubrick - A Filmography". Uma vez que este blog, que inicialmente só falava de cinema, está tão enferrujado em matéria de 7ª arte (por preguiça e falta de disciplina do autor mesmo, este que vos escreve) vale postar aqui mais uma dessas mentes geniais que faz maravilhas com o design digital, relacionando-se com o trabalho de uma outra mente genial (mas essa bem mais genial que qualquer designer digital, ok?) que foi a filmografia de Stanley Kubrick. O trabalho é uma homenagem à esta icônica e inesquecível filmografia, que está definitivamente marcada na história do cinema:

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Baltazar By Nights [54]

O BBN de hoje é com uma relíquia que talvez você nunca tenha ouvido. Mas é famosa. Você conhece uma banda chamada Pink Floyd? Pois é, estava demorando para ela aparecer por aqui. Mas o som de hoje não é nada convencional da banda, por isso que digo que talvez os senhores nunca tenham a ouvido antes.

Tudo começou a long long time ago, numa galáxia muito distante chamada "A Inglaterra dos anos 60", carinhosamente apelidada de "Puro LSD". Não se enganem, apelidos e nomenclaturas neste blog são todos criados por mim, não adianta googlar para confirmar a veracidade destas pérolas. Mas, voltando a historinha. Nesta galáxia, neste tempo, a banda Pink Floyd dava seus primeiros passinhos de bebê, com os integrantes iniciais da banda, sendo que os que mais se destacam são Roger Waters e Syd Barrett. Syd era o letrista e vocalista da banda, era insano também, o que fazia dele um artista extraordinário. O primeiro single da banda contava com essa configuração, além de Richard Wright, o tecladista, também famoso (infelizmente morto em 2008), e o eterno baterista do Pink Floyd, Nick Mason. E aqui abro um parênteses: Nick, Roger e David (calma, jaja vou falar dele) ainda estão vivos; Richard já perdeu este jogo; para se reunir uma última vez pelos menos, quem mais o Floyd está esperando ser levado pelo cosmos? Fecho parêntese.

Este primeiro single só foi lançado e alcançou um relativo sucesso graças ao contrato com a EMI que conseguiram. Imaginem agora, vocês, uma banda em plenos anos 60, que se dizia ser de rock, mas faziam um som nunca antes visto dentre os artistas de rock, e lembrem-se que esta ainda era a década de Elvis e do Rockabilly, o rock primordial, comum. Uma banda que inovou, revolucionou um cenário musical com as experimentações e loucuras de Syd Barrett conseguir um contrato com uma EMI, é realmente alguma coisa. Foram também lançados os dois primeiros albuns do Pink nesta década, em 68, com o lançamento do segundo album de estúdio, Syd deixa a banda, pois se afundou nas dorgas e nunca mais foi o mesmo, sequer voltou a aparecer no showbusiness por décadas. Mas o seu monstro já estava criado. O Pink Floyd seguiu com a formação clássica, sem o Syd, e agora com o David Gilmour assumindo vocais e guitarra como membro permanente da banda, pois neste mesmo segundo album ele havia entrado como membro de suporte para as bad trips de Syd, se ele faltasse, Gilmour supria o déficit.

Me empolguei porque aprendi tudo isso num programa da TV Cultura que assisti essa semana, sobre a hitória do rock, então quis vomitar tudo o que aprendi. Voi là. O single de que estou falando, depois de toda essa história, nos remete então àquela nostalgia que deixa profundas saudades, daquele tempo em que Pink Floyd era DE FATO psicodélico e progressivo, que fundou uma das bases deste estilo com seus dois primeiros albuns e seu vocalista pirados. Coisa boa, coisa fina. O nome da música é "Arnold Layne". O clipe é SENSACIONAL. A história da música é sobre um travesti, homônimo do título, cujo principal passatempo era sair por aí roubando roupas de mulher e roupas íntimas femininas dos varais. Arnold Layne era de fato uma pessoa de verdade, não é ficção, segundo Waters, ambas mães dele e de Syd recebiam estudantes em suas casas, tipo república, e sempre que tinham garotas, suas roupas ficavam no varal e vinha esse sujeito, que não necessariamente se chamava Arnold Layne (o nome é fictício) e roubava as roupas, sutiãs, calcinhas.





Arnold Layne
Pink Floyd

Arnold Layne tinha um estranho passatempo
Colecionar roupas
O luar lavando linhas
Elas o vestiam bem
Na parede, pendurou um espelho alto
Visão distorcida, vê um bebê azul
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne

Agora ele foi pego - um tipo sórdido de pessoa
Eles lhe deram tempo
Portas batem - gangues acorrentadas - ele odeia isso
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne

Não faça isso novamente

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Major Tom to Ground Control!

Só queria avisar pra quem quer que entre e leia este post (já que a esta altura até mesmo quem entrasse neste blog pelo menos com uma frequência mínima já deve ter nos abandonado em órbita): AS ATIVIDADES ESTÃO VOLTANDO!!

Tá, nem pra tanto. Mas vou tentar postar com mais frequência. Sobre mim, Mr. Blue? Estou com duas faculdades mais emprego nas costas, tá difícil mesmo pra parar e atualizar um blog. Mas nada me impede de criar posts mensais, ou mesmo um por semana. Veremos.

Sobre Mr. Orange? Também está com a vida cheia, full time, fora outros blogs para cuidar. Sua participação neste blog é ad aeternum, mas seu retorno nas postagens é indefinido. Veremos.


Por ora, é isto. Hasta luego entusiastas, potenciais entusiastas, fãs e [o que é mais comum e recorrente por aqui] transeuntes da passarela de bytes que avistaram este sítio jogado num canto escuro do vasto campo googlático caótico e psicodélico que compreende a internet e adentrou pra ver se encontraria algo mais valioso que os ensinamentos de sua mãe ou do pastor.

domingo, 27 de março de 2011

Meu filho, totó!



**********

Pronto. Aconteceu. Está só começando a dominação dos animaizinhos de estimação sobre os humanos (cachorrinhos bonitinhos, kitties etc). Já estamos trocando nossas crianças por bichos.

Isso é só mais um aspecto daquela humanização irritante que muitas pessoas atribuem aos seus bichinhos. Que isso? Carência? Retardo mental? Pra mim, botar roupinha nos cachorros já era infeliz, mas hoje em dia, com hotel, psicológo, spa, acupuntura e "não sei mais o quê" pra cachorro, as roupinhas de cachorro já me soam tão normais quanto um macacãozinho de bebê!

Segue aqui um texto de stand-up genial do genial Jerry Seinfeld, um dos monólogos que ele apresentava na sua sitcom Seinfeld, genial também (o importante é ler com a entonação e a ironia do Seinfeld, se você não conhece, não vai sair tão engraçado quanto ver ele apresentando o texto, o que, a propósito, eu não encontrei no youtube):


No meu quarteirão, um punhado de pessoas levam os cães para passear na calçada e eu sempre vejo elas andando por lá com os seus saquinhos de cocô. Esta, pra mim, é a atividade mais baixa na vida humana. Seguir um cachorro com um escoadouro de merda. Esperando ele aproveitar o passeio e você poder carregar o cocô na sua bolsa pela rua. Se alienígenas estão assistindo isso por telescópios, eles vão pensar que os cachorros são os líderes deste planeta. Se você ver duas formas de vida, uma delas cagando, a outra carregando isso pra ela, quem você diria que estão no comando?


Quero dizer, se isto ocorre num tempo quando estamos depois de 50 mil anos de civilização, vamos simplesmente desistir. É sério, vamos deixar de lado. Não vale a pena. Vamos apenas dizer que a raça humana como uma ideia simplesmente não funcionou muito bem. Parecia uma boa no começo, nós trabalhamos nisso por um longo tempo, mas não foi bem sucedido. Nós fomos à Lua, mas ainda de alguma forma acabamos carregando pequenas sacolinhas de merda de cachorro por aí. Hm, acho que nossa raça foi misturada em algum lugar nesse tempo todo. Vamos apenas entregar tudo aos insetos ou pra qualquer outro que esteja de próximo na fila.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Entre Câmeras e Microfones [2]

Hoje todas as garotinhas que lerem este post vão instantaneamente cair de amores.

O ator do qual vamos falar hoje é ninguém mais ninguém menos que Johnny Depp, um sujeito, admito, foda! Consegue ser sex symbol da mulherada, galã de hollywood, casado (é, pra você menininha juvenil que não sabia dessa. Toma) ao mesmo tempo que é um ator inteligente e muito competente. Hoje descobriremos que além de tudo, o camarada é um exímio guitarrista!

Deste site aqui eu vou copiar a historinha, pra vocês entenderem melhor esse lado do Depp. Porque é meio confusa essa carreira dele, pois ele não fez parte de uma banda só, e nem faz, e também se apresenta muito fazendo participações em outras bandas, em trilhas sonoras de alguns filmes que ele mesmo protagoniza ("Era Uma Vez no México", "Chocolate") etc., enfim ele não pára, não tem limites para a sua criatividade:

A ligação de Johnny com a música é um dos seus hobbies e paixões, ele começou esse interesse aos 12 anos com seu instrumento favorito : a guitarra. Se dedicava todos os dias a sua paixão, com a idéia de ser músico Depp larga a escola aos 15 anos formando assim sua primeira banda “The Flames”, logo depois mudado para The Kids e Six Gun Method, indo direto para Los Angeles atrás do sucesso. Fizeram shows em clubes noturnos, depois até cresceram, chegando a abrir shows de artistas como Iggy Pop.

O começo da carreira de ator, fez Depp sair do Six Gun Method para estudar interpretação, mas nunca deixou a música de lado, pelo contrário, participou do clipe de uma música de Tom Petty e de The Lemonheads, além de tocar o solo de guitarra na música Fade In-Out do Oasis.

Em 1995, entrou em uma outra banda, chamada P. Em 1996 lançaram o primeiro cd que além de Depp, contava na formação com Gibby Haynes (Butthole Surfers), Steve Jones (ex- Sex Pistols), Bill Carter, Sal Jenco e Flea (Red Hot Chilli Peppers).


Neste site tem algumas fotos da primeira banda de Depp, "The Kids".

Neste tem algumas de Depp com a sua segunda banda, "P".

E neste site aqui tem uma coisa que você provavelmente vai querer.

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Johnny Depp e Oasis. Você provavelmente já ouviu essa música mas nem imaginava que na guitarra com slide era o Johnny Depp tocando.


Outra do Depp com o Oasis. Nesta pelo que eu entendi ele canta também. Sensacional.


Johnny Depp de cigano Igor no filme "Chocolate".


Outra dele pro mesmo filme. O legal dessas músicas no violão é que da pra perceber um pouco mais da técnica e versatilidade dele.


Patti Smith, Eddie Vedder e Johnny Depp. No mesmo palco. Por esta você não esperava. ATENÇÃO: não é recomendado a cardíacos apertar este play.


Depp solando numa blueseira com sua banda "P".


Outra da "P". Depp na guitarra, ok? Esse vocal aí é outro doidão. Que recomendo a googlada, inclusive.



É, por hoje chega, né.
Mulheres, querem ter ele.
Homens, querem ser ele.
Bibas, também querem ter ele.
É issaê, psit (como bem diria o poeta e pensador Didi Mocó).

sexta-feira, 4 de março de 2011

Baltazar By Nights [53]

Numa sexta-feira pré-carnaval, você vem aqui achando que vai encontrar felicidade, vai ouvir um clássico maravilhoso que tenha a ver com o tema e que seja alegre. E não é isso que encontra, toma...

Talvez na sexta pós-carnaval eu formule um BBN especial. Talvez. Mas por ora, vamos de um belíssimo som pra uma sexta à noite, para aquele momento em que você saiu pro "rolê" e não tem como voltar pra casa, aí você se pergunta: "who's gonna drive you home?". É óbvio que isso é só mais uma viagem minha, por que a música não tem nada a ver com isso. Drive do The Cars, é mais uma daquelas músicas de amor melancólicas, e a história envolve um amor perdido ou alguma morte, pode ter certeza. Li por aí que a música inclusive é sobre um casal que brigou num bar e a mulher foi embora, depois disso, o cara ficou sabendo que aquela seria a última vez que ele viu ela viva, seu corpo foi encontrado e ela tinha sido assassinada, o rapaz se sentiu eternamente culpado por isso, pensando que se não fosse aquela briga no bar isso talvez não tivesse acontecido. Mas são só boatos, boatos sobre letras de músicas. Você encontra um monte pela internet a fora. As fontes confiáveis mesmo dizem as seguintes curiosidades sobre o som:

Uma canção muito melancólica dos The Cars, foi escrita da perspectiva de um homem que está assistindo uma mulher (a quem ele presumivelmente namorava) "entrando pelos canos", tentando fazê-la dar uma boa olhada sobre o que estava acontecendo em sua vida. Este foi o single do The Cars de mais alta posição alcançada nas paradas dos EUA, e o segundo mais no Reino Unido. No Reino Unido a música alcançou a quinta posição logo em seu lançamento. Ela foi relançada um ano mais tarde e alcançou a quarta posição. Os royalties desse relançamento foram doados para a fundação Band Aid Trust. O baixista da banda, Ben Orr, foi o vocal principal nessa música. Orr morreu de câncer no pâncreas em 2000. Quando ele morreu ela foi tocada em sua homenagem num memorial no Rock and Roll Hall of Fame. O vídeo apresenta a modelo tcheca Paulina Porizkova. Esta foi a primeira vez que ela conheceu o vocalista principal e guitarrista da banda, Ric Ocasek, com quem se casou em 1989. O vídeo foi dirigido pelo ator Timothy Hutton.



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Fonte: SongFacts

terça-feira, 1 de março de 2011

Batalha da vida

Todos os dias da sua miserável vida desde a 5ª série mais ou menos (quando as coisas começaram a ficar mais sérias e nem a educação física era mais só jogar queimada) até sua faculdade (ou quantas faculdades vc fizer na vida) você com certeza passou por essa batalha pokémon:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Elegance

Toma! Um dose de elegância, talento e finesse para o seu dia.



E chore porque você nunca vai ser igual a ele...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Baltazar By Nights [52]

Depois de longas férias e muita preguiça, o "BBN" está de volta nessa jossa. Surpreendendo a descrença da aninha já com essa série do blog...

Hoje de volta à velha forma de clássicos, com nada mais que um hit das rádios românticas que dublam a música numa tradução com aquela voz anasalada de locutor antigo saindo de um radinho no canto da cozinha. Debbie Gibson é uma cantora pop americana que lançou alguns his romanticos no final da década de 80. E sendo sua preferência ou não (sinceramente Debbie não é minha preferencia musical, mas loirassa que mesmo hoje aos 40 anos ela ainda é, aí sim corresponde à minha preferência coitual...) nós não podemos negar que este é um hit romântico que já encheu nossas cabecinhas e que com certeza você já ouviu em algum lugar/momento da sua vida.




(Adoro encontrar as traduções no próprio vídeo, aliás considero procurar vídeo pro BBN utilizando este critério como primordial de seleção das músicas. E tenho dito)