sexta-feira, 29 de abril de 2011

Baltazar By Nights [54]

O BBN de hoje é com uma relíquia que talvez você nunca tenha ouvido. Mas é famosa. Você conhece uma banda chamada Pink Floyd? Pois é, estava demorando para ela aparecer por aqui. Mas o som de hoje não é nada convencional da banda, por isso que digo que talvez os senhores nunca tenham a ouvido antes.

Tudo começou a long long time ago, numa galáxia muito distante chamada "A Inglaterra dos anos 60", carinhosamente apelidada de "Puro LSD". Não se enganem, apelidos e nomenclaturas neste blog são todos criados por mim, não adianta googlar para confirmar a veracidade destas pérolas. Mas, voltando a historinha. Nesta galáxia, neste tempo, a banda Pink Floyd dava seus primeiros passinhos de bebê, com os integrantes iniciais da banda, sendo que os que mais se destacam são Roger Waters e Syd Barrett. Syd era o letrista e vocalista da banda, era insano também, o que fazia dele um artista extraordinário. O primeiro single da banda contava com essa configuração, além de Richard Wright, o tecladista, também famoso (infelizmente morto em 2008), e o eterno baterista do Pink Floyd, Nick Mason. E aqui abro um parênteses: Nick, Roger e David (calma, jaja vou falar dele) ainda estão vivos; Richard já perdeu este jogo; para se reunir uma última vez pelos menos, quem mais o Floyd está esperando ser levado pelo cosmos? Fecho parêntese.

Este primeiro single só foi lançado e alcançou um relativo sucesso graças ao contrato com a EMI que conseguiram. Imaginem agora, vocês, uma banda em plenos anos 60, que se dizia ser de rock, mas faziam um som nunca antes visto dentre os artistas de rock, e lembrem-se que esta ainda era a década de Elvis e do Rockabilly, o rock primordial, comum. Uma banda que inovou, revolucionou um cenário musical com as experimentações e loucuras de Syd Barrett conseguir um contrato com uma EMI, é realmente alguma coisa. Foram também lançados os dois primeiros albuns do Pink nesta década, em 68, com o lançamento do segundo album de estúdio, Syd deixa a banda, pois se afundou nas dorgas e nunca mais foi o mesmo, sequer voltou a aparecer no showbusiness por décadas. Mas o seu monstro já estava criado. O Pink Floyd seguiu com a formação clássica, sem o Syd, e agora com o David Gilmour assumindo vocais e guitarra como membro permanente da banda, pois neste mesmo segundo album ele havia entrado como membro de suporte para as bad trips de Syd, se ele faltasse, Gilmour supria o déficit.

Me empolguei porque aprendi tudo isso num programa da TV Cultura que assisti essa semana, sobre a hitória do rock, então quis vomitar tudo o que aprendi. Voi là. O single de que estou falando, depois de toda essa história, nos remete então àquela nostalgia que deixa profundas saudades, daquele tempo em que Pink Floyd era DE FATO psicodélico e progressivo, que fundou uma das bases deste estilo com seus dois primeiros albuns e seu vocalista pirados. Coisa boa, coisa fina. O nome da música é "Arnold Layne". O clipe é SENSACIONAL. A história da música é sobre um travesti, homônimo do título, cujo principal passatempo era sair por aí roubando roupas de mulher e roupas íntimas femininas dos varais. Arnold Layne era de fato uma pessoa de verdade, não é ficção, segundo Waters, ambas mães dele e de Syd recebiam estudantes em suas casas, tipo república, e sempre que tinham garotas, suas roupas ficavam no varal e vinha esse sujeito, que não necessariamente se chamava Arnold Layne (o nome é fictício) e roubava as roupas, sutiãs, calcinhas.





Arnold Layne
Pink Floyd

Arnold Layne tinha um estranho passatempo
Colecionar roupas
O luar lavando linhas
Elas o vestiam bem
Na parede, pendurou um espelho alto
Visão distorcida, vê um bebê azul
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne

Agora ele foi pego - um tipo sórdido de pessoa
Eles lhe deram tempo
Portas batem - gangues acorrentadas - ele odeia isso
Oh, Arnold Layne
Não é o mesmo, pega dois para conhecer
Dois para conhecer, dois para conhecer
Por que você não pode ver?
Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne

Não faça isso novamente

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Major Tom to Ground Control!

Só queria avisar pra quem quer que entre e leia este post (já que a esta altura até mesmo quem entrasse neste blog pelo menos com uma frequência mínima já deve ter nos abandonado em órbita): AS ATIVIDADES ESTÃO VOLTANDO!!

Tá, nem pra tanto. Mas vou tentar postar com mais frequência. Sobre mim, Mr. Blue? Estou com duas faculdades mais emprego nas costas, tá difícil mesmo pra parar e atualizar um blog. Mas nada me impede de criar posts mensais, ou mesmo um por semana. Veremos.

Sobre Mr. Orange? Também está com a vida cheia, full time, fora outros blogs para cuidar. Sua participação neste blog é ad aeternum, mas seu retorno nas postagens é indefinido. Veremos.


Por ora, é isto. Hasta luego entusiastas, potenciais entusiastas, fãs e [o que é mais comum e recorrente por aqui] transeuntes da passarela de bytes que avistaram este sítio jogado num canto escuro do vasto campo googlático caótico e psicodélico que compreende a internet e adentrou pra ver se encontraria algo mais valioso que os ensinamentos de sua mãe ou do pastor.

domingo, 27 de março de 2011

Meu filho, totó!



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Pronto. Aconteceu. Está só começando a dominação dos animaizinhos de estimação sobre os humanos (cachorrinhos bonitinhos, kitties etc). Já estamos trocando nossas crianças por bichos.

Isso é só mais um aspecto daquela humanização irritante que muitas pessoas atribuem aos seus bichinhos. Que isso? Carência? Retardo mental? Pra mim, botar roupinha nos cachorros já era infeliz, mas hoje em dia, com hotel, psicológo, spa, acupuntura e "não sei mais o quê" pra cachorro, as roupinhas de cachorro já me soam tão normais quanto um macacãozinho de bebê!

Segue aqui um texto de stand-up genial do genial Jerry Seinfeld, um dos monólogos que ele apresentava na sua sitcom Seinfeld, genial também (o importante é ler com a entonação e a ironia do Seinfeld, se você não conhece, não vai sair tão engraçado quanto ver ele apresentando o texto, o que, a propósito, eu não encontrei no youtube):


No meu quarteirão, um punhado de pessoas levam os cães para passear na calçada e eu sempre vejo elas andando por lá com os seus saquinhos de cocô. Esta, pra mim, é a atividade mais baixa na vida humana. Seguir um cachorro com um escoadouro de merda. Esperando ele aproveitar o passeio e você poder carregar o cocô na sua bolsa pela rua. Se alienígenas estão assistindo isso por telescópios, eles vão pensar que os cachorros são os líderes deste planeta. Se você ver duas formas de vida, uma delas cagando, a outra carregando isso pra ela, quem você diria que estão no comando?


Quero dizer, se isto ocorre num tempo quando estamos depois de 50 mil anos de civilização, vamos simplesmente desistir. É sério, vamos deixar de lado. Não vale a pena. Vamos apenas dizer que a raça humana como uma ideia simplesmente não funcionou muito bem. Parecia uma boa no começo, nós trabalhamos nisso por um longo tempo, mas não foi bem sucedido. Nós fomos à Lua, mas ainda de alguma forma acabamos carregando pequenas sacolinhas de merda de cachorro por aí. Hm, acho que nossa raça foi misturada em algum lugar nesse tempo todo. Vamos apenas entregar tudo aos insetos ou pra qualquer outro que esteja de próximo na fila.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Entre Câmeras e Microfones [2]

Hoje todas as garotinhas que lerem este post vão instantaneamente cair de amores.

O ator do qual vamos falar hoje é ninguém mais ninguém menos que Johnny Depp, um sujeito, admito, foda! Consegue ser sex symbol da mulherada, galã de hollywood, casado (é, pra você menininha juvenil que não sabia dessa. Toma) ao mesmo tempo que é um ator inteligente e muito competente. Hoje descobriremos que além de tudo, o camarada é um exímio guitarrista!

Deste site aqui eu vou copiar a historinha, pra vocês entenderem melhor esse lado do Depp. Porque é meio confusa essa carreira dele, pois ele não fez parte de uma banda só, e nem faz, e também se apresenta muito fazendo participações em outras bandas, em trilhas sonoras de alguns filmes que ele mesmo protagoniza ("Era Uma Vez no México", "Chocolate") etc., enfim ele não pára, não tem limites para a sua criatividade:

A ligação de Johnny com a música é um dos seus hobbies e paixões, ele começou esse interesse aos 12 anos com seu instrumento favorito : a guitarra. Se dedicava todos os dias a sua paixão, com a idéia de ser músico Depp larga a escola aos 15 anos formando assim sua primeira banda “The Flames”, logo depois mudado para The Kids e Six Gun Method, indo direto para Los Angeles atrás do sucesso. Fizeram shows em clubes noturnos, depois até cresceram, chegando a abrir shows de artistas como Iggy Pop.

O começo da carreira de ator, fez Depp sair do Six Gun Method para estudar interpretação, mas nunca deixou a música de lado, pelo contrário, participou do clipe de uma música de Tom Petty e de The Lemonheads, além de tocar o solo de guitarra na música Fade In-Out do Oasis.

Em 1995, entrou em uma outra banda, chamada P. Em 1996 lançaram o primeiro cd que além de Depp, contava na formação com Gibby Haynes (Butthole Surfers), Steve Jones (ex- Sex Pistols), Bill Carter, Sal Jenco e Flea (Red Hot Chilli Peppers).


Neste site tem algumas fotos da primeira banda de Depp, "The Kids".

Neste tem algumas de Depp com a sua segunda banda, "P".

E neste site aqui tem uma coisa que você provavelmente vai querer.

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Johnny Depp e Oasis. Você provavelmente já ouviu essa música mas nem imaginava que na guitarra com slide era o Johnny Depp tocando.


Outra do Depp com o Oasis. Nesta pelo que eu entendi ele canta também. Sensacional.


Johnny Depp de cigano Igor no filme "Chocolate".


Outra dele pro mesmo filme. O legal dessas músicas no violão é que da pra perceber um pouco mais da técnica e versatilidade dele.


Patti Smith, Eddie Vedder e Johnny Depp. No mesmo palco. Por esta você não esperava. ATENÇÃO: não é recomendado a cardíacos apertar este play.


Depp solando numa blueseira com sua banda "P".


Outra da "P". Depp na guitarra, ok? Esse vocal aí é outro doidão. Que recomendo a googlada, inclusive.



É, por hoje chega, né.
Mulheres, querem ter ele.
Homens, querem ser ele.
Bibas, também querem ter ele.
É issaê, psit (como bem diria o poeta e pensador Didi Mocó).

sexta-feira, 4 de março de 2011

Baltazar By Nights [53]

Numa sexta-feira pré-carnaval, você vem aqui achando que vai encontrar felicidade, vai ouvir um clássico maravilhoso que tenha a ver com o tema e que seja alegre. E não é isso que encontra, toma...

Talvez na sexta pós-carnaval eu formule um BBN especial. Talvez. Mas por ora, vamos de um belíssimo som pra uma sexta à noite, para aquele momento em que você saiu pro "rolê" e não tem como voltar pra casa, aí você se pergunta: "who's gonna drive you home?". É óbvio que isso é só mais uma viagem minha, por que a música não tem nada a ver com isso. Drive do The Cars, é mais uma daquelas músicas de amor melancólicas, e a história envolve um amor perdido ou alguma morte, pode ter certeza. Li por aí que a música inclusive é sobre um casal que brigou num bar e a mulher foi embora, depois disso, o cara ficou sabendo que aquela seria a última vez que ele viu ela viva, seu corpo foi encontrado e ela tinha sido assassinada, o rapaz se sentiu eternamente culpado por isso, pensando que se não fosse aquela briga no bar isso talvez não tivesse acontecido. Mas são só boatos, boatos sobre letras de músicas. Você encontra um monte pela internet a fora. As fontes confiáveis mesmo dizem as seguintes curiosidades sobre o som:

Uma canção muito melancólica dos The Cars, foi escrita da perspectiva de um homem que está assistindo uma mulher (a quem ele presumivelmente namorava) "entrando pelos canos", tentando fazê-la dar uma boa olhada sobre o que estava acontecendo em sua vida. Este foi o single do The Cars de mais alta posição alcançada nas paradas dos EUA, e o segundo mais no Reino Unido. No Reino Unido a música alcançou a quinta posição logo em seu lançamento. Ela foi relançada um ano mais tarde e alcançou a quarta posição. Os royalties desse relançamento foram doados para a fundação Band Aid Trust. O baixista da banda, Ben Orr, foi o vocal principal nessa música. Orr morreu de câncer no pâncreas em 2000. Quando ele morreu ela foi tocada em sua homenagem num memorial no Rock and Roll Hall of Fame. O vídeo apresenta a modelo tcheca Paulina Porizkova. Esta foi a primeira vez que ela conheceu o vocalista principal e guitarrista da banda, Ric Ocasek, com quem se casou em 1989. O vídeo foi dirigido pelo ator Timothy Hutton.



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Fonte: SongFacts

terça-feira, 1 de março de 2011

Batalha da vida

Todos os dias da sua miserável vida desde a 5ª série mais ou menos (quando as coisas começaram a ficar mais sérias e nem a educação física era mais só jogar queimada) até sua faculdade (ou quantas faculdades vc fizer na vida) você com certeza passou por essa batalha pokémon:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Elegance

Toma! Um dose de elegância, talento e finesse para o seu dia.



E chore porque você nunca vai ser igual a ele...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Baltazar By Nights [52]

Depois de longas férias e muita preguiça, o "BBN" está de volta nessa jossa. Surpreendendo a descrença da aninha já com essa série do blog...

Hoje de volta à velha forma de clássicos, com nada mais que um hit das rádios românticas que dublam a música numa tradução com aquela voz anasalada de locutor antigo saindo de um radinho no canto da cozinha. Debbie Gibson é uma cantora pop americana que lançou alguns his romanticos no final da década de 80. E sendo sua preferência ou não (sinceramente Debbie não é minha preferencia musical, mas loirassa que mesmo hoje aos 40 anos ela ainda é, aí sim corresponde à minha preferência coitual...) nós não podemos negar que este é um hit romântico que já encheu nossas cabecinhas e que com certeza você já ouviu em algum lugar/momento da sua vida.




(Adoro encontrar as traduções no próprio vídeo, aliás considero procurar vídeo pro BBN utilizando este critério como primordial de seleção das músicas. E tenho dito)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Entre Câmeras e Microfones [1]

Há muito, muito tempo atrás eu queria criar uma postagem, uma grande postagem sobre atores/atrizes que teem uma carreira musical também. Que cantam, compõem, tocam instrumentos musicais quando não estão atuando em frente as câmeras (ou num palco de teatro). Enfim, fui descobrindo muitos artistas múltiplos (canto + ator) assim, alguns que eu nem imaginava que teem ou já tiveram bandas, e mais ainda, que fazem um som de qualidade. Aí este post ganhou mais de uma edição na minha mente, mas ia ficar feio, vários posts grandões sobre vários artistas, aquela mistureba, não dá pra você apreciar cada um com mais calma e atenção, e então cheguei a conclusão que precisava fazer um artista por post. E começando em 3... 2... 1...

Bom, nesses casos, diferentemente do "Baltazar By Nights" deste blog eu acredito que vale mais a pena conhecer o projeto musical apenas ouvindo, assistindo videos ao vivo ou clipes e baixando comprando os discos. Porque os artistas já conhecemos bem, e a história da banda só mesmo se for relevante ou tiver uma curiosidade bem legal de contar eu faço uma introdução.

Hoje vamos começar em GRANDE estilo. Este veterano das telonas e dos filmes de ação mais kick asses de todos os tempos (que tem também uma cara de motherfucker à la Stallone) é também um exímio cantor, um showman com grande presença de palco e um gaitista de primeira. O som? Um blues de qualidade inquestionável. De quem eu falo? Bruce "fuckin" Willis. No final dos anos 80 ele lançou dois discos com sua banda The Accelerators, e altamente recomendo os dois, você não vai conseguir parar de ouvir. Bruce mostra uma grande versatilidade vocal, muito talento para a música e uma gaita poderosa, que nos faz lamentar o trabalho escasso que ele faz com a banda e a falta de mais CD's. Atualmente ele tem se apresentado muito de vez em quando, em situações especiais (como em 2007 quando ele tocou com sua banda para tropas no Iraque) ou quando dá na telha careca do homem. Se não me engano os The Accelerators tocam o projeto sem o Bruce mesmo, pois ele dá mais ênfase à sua carreira no cinema, mas ele é tipo um membro honorário, um sócio-fundador, que entra e sai quando quiser.

Fiquem aí com esse som de alto nível:

Under The Boardwalk (ao vivo com The Temptations):


Respect Yourself


Ainda tem dúvidas de que esse cara pode sim chutar a sua bunda? Então toma. Devil Woman (ao vivo):


Down In Hollywood (ao vivo, com Bruce travestido de Golias). Clique aqui, pois o sem mãe que upou esse vídeo no youtube desativou a incorporação do video.

Turn It Up (audio):


Pep Talk (audio):

sábado, 29 de janeiro de 2011

Cinenojeira [8] - 300 Espartanos Brasileiros

O blog anda há alguns séculos sem nenhuma resenha de filmes. Mas por ora, fiquem com essa feita com toda a genialidade do eterno mestre Dalborga. Alborghetti faz uma breve análise e resenha do filme "300" de Zack Snyder. Depois dessa vocês nunca mais vão olhar com os mesmos olhos para o filme... nunca mais...



A épica batalha entre o rei Xanxas e o rei Nicolau...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pense Nisso

Lobão profeta. Tinha me desencantado com o velho Lobo desde que ele começou a trampar na MTV, sei lá, aquele pensamento dadodollabeliano de "traiu o movimento!". Mas hoje entendo melhor essa posição do Lobão, e ainda parafraseio alguém que um dia em algum lugar disse que mudar de opinião não quer dizer que você é "maria-vai-com-as-outras" (exceto quando isso se torna extremamente superficial e frequente), mas sim denota inteligência, aprendizado e humildade da sua parte, quer dizer que você cresceu, você ponderou sua "velha opinião formada sobre tudo" e a reformulou, você é uma "metamorfose ambulante". Enfim, só para desabafar FOREVER ALONE aqui num pedido de desculpas interior ao Lobasso.

A questão é que se o Lobão está na MTV, uma rede que virou satélite de coisas duvidosas como aquele humor zorra totalíco desde a saída do H&R ou daquelas bandinhas ridiculas e artistas sem talento que eles transmitem, é porque ela ainda mantém um velho lado B de apresentar bandas novas e boas, e de formar opiniões mais plausíveis em programas como o Debate MTV. E o Lobera está ali também pra destoar de toda a babaquice que está assolando a MTV. De uns tempos pra cá ele tem botado a boca no trombone novamente, tem falado coisas interessantes em entrevistas, como essa aqui:



Meu voto para o velho Lobo. Porque eles são sim todos o "cocô do cavalo do bandido".

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Loucura e Talento

Tem gente aí se passando por louco só pra parecer talentoso. É... caso você não saiba, no mundo da música, geralmente os mais "loucos", diferentes e fora do comum, são os mais talentosos e criativos. Eu diria no mundo da arte, não só no da música. Exemplos? Temos vários: Mike Patton, Lou Reed, Tom Waits, Jack White, Klaus Nomi, Lady Ga... opa, peraí...

Sim, hoje descobri um artista nas minhas "vasculhanças youtubiticas" chamado Klaus Nomi. Confesso que não conheço nada dele, e ainda estou vendo alguns vídeos e wikipediando por aí pra conhecê-lo melhor. O que me inspirou escrever este post foram comentários interessantes num dos vídeos do Nomi que fazem um paralelo entre artistas como ele e artistas como Lady Gaga. Antes de tudo, não que eu esteja demonizando Lady Gaga, mas artistas que tentam ser como ela, e até artistas como ela, que são produzidos por puro marketing para parecerem "loucos" e talentosos. Eu tenho minhas dúvidas ainda sobre o verdadeiro talento e potencial de Gaga, mas afirmo que ela é, ainda assim, muito melhor que muita coisa que está no mainstream hoje.

Em tempo, vamos elucidar melhor trazendo os comentários para você leitor entender melhor o que eu quero dizer. (Só lembrando, o uso dos sinais "[]" no português serve para adicionar uma informação do autor em texto de outrem, no caso o autor = moi):

" Uma das razões pela qual Klaus é melhor que Gaga é porque ele está de fato ali, ele é estranho mesmo e nem todo mundo gosta. Lady Gaga é apenas um produto mistureba entre Marilyn Manson [que sinceramente, nunca reconheci talento e criatividade ali e toda aquela maquiagem não me impressiona, é só um bom músico] e Madonna. Klaus era honesto com sua 'loucura', Lady Gaga bota qualquer coisa que o time de marketeiros dela mandar."

"Nós vamos ver o quão talentosa Gaga será em 5 anos, grande parte desses 'talentos criativos' não duram muito. Basta olhar, muitos apenas vieram e foram. A internet é uma chocadeira de one-hit-wonders." (neste comentário eu não concordo com a previsão do autor, eu sempre tenho esperança de ver um artista bobo se revelar na realidade um grande talento, por isso boto fé até em Justin Bieber se for preciso, mas no mundo imaginário).

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Klaus Nomi, um alemão, homossexual, já falecido infelizmente, um grande talento e um músico de fato criativo. As comparações com Gaga vieram nos comentários por causa de seu look também pouco convencional, aliás não o conhecia quando criei aquele post (tá lembrado?). Ah, e claro, ele não era tão gostosa como a Lady Gaga...

My fellas, meet the guy:




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Momentos de Reflexão [20]

O que um bullying não faz por você?

Este é um excerto de uma notícia do Estadão online, uma breve descrição do boom que ocorreu na vida de Geisy Arruda no último ano:

"Geisy (não necessariamente nessa ordem) fez cirurgia plástica, posou nua, lançou uma biografia, Vestida para Causar, participou do reality show A Fazenda, fez curso de teatro, participou de muitos programas de variedade – e conseguiu comprar um apartamento de cobertura para os pais, em Santo André."

E agora segundo a mesma notícia está produzindo um programa de TV chamado "Rosa Choque" cujo será transmitido pela Record.

E tudo isso, como eu já disse, por causa de um bullying. Francamente, hein? E você aí se fudendo na faculdade, estudando que nem um porco, pode sofrer humilhações de colegas ou mesmo de professores que você nunca vai conseguir largar a faculdade e vencer na vida desse jeito.

Brasil, um país de pessoas sérias.



ps: isso não é só no Brasil, o esquema de ascenção rápida à fama e a veneração que o povo faz às sub-celebridades e a vontade de se tornar uma um dia também ocorrem em outros países porcos como a Itália por exemplo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

No Japão A Coisa É Bizarra [3]

Comercial japonês, sobre não sei o quê, nem tive curiosidade de procurar saber, e nem quero saber. Só sei que é bem bizonho.



E aquele guaxinim safadinho com um, sei lá, saco mole com duas bolas arrastando no chão, seguido pela criançinha com aquela cara de "uau, fudeu, o tio vestido guaxinim vai me estuprar".



Pedo Bear fuckin' approves this post


Mochilão Musical

É difícil ouvirmos algo de diferentes partes do mundo, como por exemplo a África. Temos alguns artistas famosos na internet que viraram hits do humor,como os indianos do "ai rivaldo não sai desse lago", ou a memorável "tunak, tunak, tun". Só os nomes já são escrotos o bastante pra você ver como brasileiro é troll.

Enfim, voltando à África, temos algumas coisas engraçadas de lá também na internet, mas isso é tudo. De coisa mais "séria" digamos assim que tenha vindo do continente, temos Khaled, da Argélia (com o hit que abrasileirado ficou "arruma a mala aê") ou Salif Keita (imortalizado na voz de Daniela Mercury e Chico César, na letra daquela música de novela que ninguém lembra do nome, famoso Salif Keita, nunca ninguém que ouviu essa música entendeu quem é esse, mas tudo bem, só mesmo dando uma wikipediada), teve também a Miriam Makeba da África do Sul, com seu maior sucesso "pata, pata" (que no Brasil virou "tá com pulga na cueca"... que triste este país, meu Deus), mais uma meia dúzia de músicas do CD internacional da novela O Clone, e pronto. De lá mesmo o que mais fez sucesso foi o blues, que só se originou como conhecemos nos EUA, mas veio de lá. O samba brasileiro também tem raízes naquele continente. Você vê só, a musicalidade africana sempre esteve no meio de nós e foi responsável pela existência de estilos-base, que a bem da verdade oringinou vários outros essenciais que existem hoje (do blues ao rock, pop, metal, funk, soul; do samba ao choro, axé, MPB).

Tudo isso é para apresentar-lhes algo interessante, e mais uma das minhas viagens e incursões musicais profundas pelo infinito globo terrestre sem sequer sair da cadeira da frente do meu computador (god bless youtube). Estou falando de Mango Groove, banda classificada como "afropop" sulafricano. Uma das duas únicas bandas que em pleno tempo da segregação racial na África do Sul eram formadas por músicos negros e brancos. É também a mais famosa banda sulafricana pelo mundo a fora, e tem o recorde no país de ser a única que conseguiu emplacar um disco na alta vendagem por mais de um ano lá. Mango Groove mistura ritmos como Marabi, Kwela e Pop na sua criação musical. Os dois primeiros estilos dizem respeito à um tipo de jazz africano, que possuem sonoridade similar ao jazz norte-americano (apesar de o jazz americano ter raízes na própria musicalidade africana também). Na verdade, diz-se que o Kwela evoluiu do Marabi. Basicamente é uma banda de jazz sulafricana, porém que misturam uma sonoridade mais pop em sua música. Eles nasceram em 1984 e estão na ativa até hoje. Coisa boa, muito boa, de qualidade e que não se vê todo dia, não é mesmo? "Fim De Jogo, Baltazar" também é cultura.

Vamos ao som. Um detalhe, os clipes deles são sensacionais também.

Hellfire


Special Star


Another Country


Taken For A Moment (essa é mais recente)


Nice To See You



(tem muito, mas muito mais mesmo no youtube, pra quem gostou)