Estou triste, praticamente deprimido, sim, aliás, há muito que estou chateado e sem perspectivas para o futuro deste nosso país, cada dia é só desgosto e notícias realmente revoltantes nas grandes mídias brasileiras. O motivo da minha tristeza neste momento mais especificamente, advém de uma notícia que eu acabo de ler no Cifraclub. Leiam aqui.
Sim, o Funk Carioca (ou Fuck Carioca, afinal é uma forma de foder com a música e não de fazê-la) foi aprovado como patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro. Ainda bem, como você acabou de ler, caro leitor, que esta merda política é Estadual. Que não venham me criar um porra de Lei Federal hein, se querem esse lixo sonoro como patrimônio lá no RJ que deixem lá. O Brasil é e tem muito mais que isso.
Agora, isso abre margem para uma outra pergunta: O que é funk? Amiguinhos, já fiz posts sobre este tema mais de uma vez neste blog, mas aproveitando a deixa desta notícia deprimente e para esclarecer o que é o funk de verdade para o momentos em que eu afirmo que gosto de funk. Gosto sim de funk, adoro funk, amo funk. Se você não sabe do que estou falando, olha aqui então neste Baltazar By Nights especial, o que é funk music de verdade, e ironia maior, escolhi artistas do RJ, pra provar que aquele lugar nem sempre teve uma cultura tão decadente.
O Grande Mestre do Funk brasileiro, o inesquecível Tim Maia. Destaque para a sua banda, que afinal é quem dá toda a sonoridade funk também à música de Tim. Uma banda muito foda e na atividade ainda hoje, a famosa banda Vitória Régia.
Um artista muitas vezes ignorado do funk brazuca, mas é muito bom, segue a linha de Tim Maia. Tim era mais rei que ele, mas pode-se dizer que este artista do qual falo, Gerson King Combo, é tipo o príncipe do funk brasileiro se Tim é rei. Um detahe interessante: Gerson King Combo já conheceu pessoalmente James Brown (um dos mestres do funk americano, quiçá mundial) e no entanto, aposto que você e grande parcela da população brasileira nunca ouviu falar deste figura aqui. Ele é vivo hoje, mas está no ostracismo. Neste vídeo ele é acompanhado por uma banda muito boa de funk e bem atual do Brasil, a Funk Como Le Gusta.
Carlos Dafé tem uma história muito ligada ao funk brasileiro também, amigo de Tim, Gerson e tudo o mais. Mais um artista de grande expressão nos anos 70 e 80. Na ativa até hoje, tem um projeto chamado Instituto que sai por aí fazendo uma homenagem ao Tim Maia, tocando na íntegra o polêmico disco "Racional" de Tim. A banda que mais esteve com ele durante a carreira é a ótima também Banda Black Rio.
Outro na ativa até hoje é o sobrinho do grande Tim. Já sabe de quem eu falo? Falo do maravilhoso Ed Motta. Vai por uma linha mais groove e jazz do que só o funk e soul do titio.
--------------------------------------------------------------------------------------------
As letras, bem, não precisa né galera. Isso é brazuca e além do mais, o mais foda de apreciar um bom funk é se entregar ao som, à batida groove.
Existem, claro, outras várias bandas de funk carioca e brasileiro que eu poderia citar aqui, mas estas são, digamos, as básicas, que qualquer brasileiro deveria conhecer.
E no entanto, nenhum deles, nem Tim Maia são patrimônios culturais brasileiros. Há quem vá dizer, creio que está até na tal lei isso, que estes caras estão incluídos nesse esquema de funk carioca como patrimônio, mas eu provei com este post que não dá: O funk carioca atual não é nunca poderá ser considerado a mesma coisa que o funk carioca de Tim Maia e companhia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário